LULI BRAGA

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Mais que um meio de expressão artística, Luli Braga constrói uma via de cura e conexão ancestral por meio de seu canto.

Nascida na cidade de Manaus, em família com origem em Maués, cidade do interior do estado do Amazonas conhecida como “Terra do Guaraná”, Luli Braga cresceu entre a metrópole da Amazônia Ocidental e o contexto rural no qual está enraizada sua família materna. 

Aos cinco anos de idade, ingressou na vida artística por meio da dança e, aos dez, teve seu primeiro contato com o violão, presente de aniversário de sua avó materna, também violonista.

Em ambiente familiar paterno de cantores natos, Luli viveu rodeada de estímulos musicais ligados à Música Popular Brasileira e à cultura amazonense - como o Boi Bumbá - e desenvolveu uma musicalidade intuitiva acompanhada do timbre marcante que parece terem sido herdados de sua avó paterna, também cantora. 

A habilidade com as palavras vem da afinidade com a escrita, talvez herança de um avô paterno jornalista ou fruto da dedicação de parte de sua vida às atividades acadêmicas do curso de Direito, na Universidade Federal do Amazonas, cenário onde surgiram suas primeiras composições e apresentações em eventos musicais, entre 2013 e 2017.

Em 2018 e 2019, sob a égide de um movimento de reconexão com a arte, fomentado pelo contato com vivências no yoga e no xamanismo nativo da Amazônia Ocidental, Luli Braga compôs a trilha sonora de "ÜHPÜ - Corpo", uma performance-ritual na qual indígenas e não-indígenas experimentavam conexões sinestésicas coletivas, envoltos em sonoridades instrumentais, cantos e danças guiadas pelo baya (mestre de cerimônia da etnia Tukano), selecionado para representar a Região Norte no 19º Festival Estudantil de Teatro, em Belo Horizonte (MG).

Com letras e melodias na bagagem, a cantora começou a gravar e postar em suas redes sociais algumas composições em formato voz e violão, que na época já chamavam a atenção de amigos musicistas. Mas foi somente em 2020 que Luli Braga encontrou na música um espaço de reintegração e um refúgio para os tão complexos e conflituosos sentimentos atravessados durante o isolamento social.

Apesar de desafiador, o período proporcionou uma verdadeira retomada de compromisso com o estudo do violão, desencadeando o surgimento de novas composições e a idealização de seu primeiro álbum, Sinuose, gravado e lançado em dezembro de 2020, com o auxílio de recursos emergenciais destinados ao setor cultural pela Lei Federal Aldir Blanc.

Em fluxo livre, sem retidão nas temáticas e sonoridades - que alternam entre referências da Nova MPB, do Neo Soul e da Música Experimental e Eletrônica - Luli Braga proporciona uma viagem reflexiva para dentro de si, cativando nossos ouvidos com um timbre doce e um sotaque tipicamente amazonense, que lentamente revelam o espírito indomável por trás da autoria das palavras proferidas na faixa que recebe o nome do álbum: “não meça minha vida, não me encaixe na sua fronteira, me ceda um espaço pra ser, pra caminhar meus passos sem tanta certeza”.

Cintilando suas múltiplas facetas e experiências artísticas, espirituais e amorosas dos últimos três anos, a amazonense estreou com dez canções concebidas antes e durante o período de isolamento social, trazendo marcas de conteúdos confrontados sob as circunstâncias enfrentadas durante a pandemia no estado do Amazonas.

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Direto de seu “lar de poesia”, a cantora nos brinda com uma sinergia de misticismo, temáticas profundas, melodias intensas, arranjos e timbres sofisticados e uma interpretação calorosa e emocionante acompanhada de Tiê, Ju Strassacapa (Francisco El Hombre), Flaira Ferro, Dandara Manoela, ÀYIÉ e das amazonenses Anne Jezini, GABRIELLA, Iana Moral e YANEZA.

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